quinta-feira, 27 de março de 2008

Ai, meu saquinho! (ou o dela?)

Sempre reclamamos (eu e o resto do pessoal com quem eu ando na UnBesta) das aulas de fonética e fonologia do semestre passado. Tia Poly dominava o conteúdo, produzia sons que eu ficava passada, porém lhe faltava uma certa animação. Essa disciplina é de dois créditos e nesse semestre há uma outra muuuuuuuuuuuuito parecida, também de dois. (vou nem comentar minha opininão a respeito dessa tosquice). A tia da vez é uma moçoila que reprovou um amigo em outra disciplina, devo dizer que ele é um rapaz muuuuuuito nerds. Então, ele já avisou:'gente, não se deixem enganar quando ela disser que é um trabalho simples e blabla" Então fomos com aqueeeeeeeeeeele espírito pra aula. Devo comentar que ela não era das mais empolgadas. Ok, mas nada se comparava ao modelito dela, que tem um quadril bem avantajado, então calcule como ficou uma saia jeans até o joelho, com um sapato boneca baixo, "abolachado", a melhor parte: uma bata superdelicada, branca, com lantejoulas sobre: um top preto! Que que é isso, minha gente?!?! Ok, ok. Pois então, vendo que perto dela tia Poly soltava rojões, fui beeeeeeeem empolgada pra segunda aula (com o mesmo nível de empolgação dela.) Eu fui supreendida (não só eu) quando entrei na sala: " ué, não era professorA? que esse moço tá fazendo aqui?" daí caiu a ficha, a moçoila(o) estava vestida de menina-menino. Olha eu sinto muito, mas pra mim, quem coloca calça juntando papo (leia saco) e cueca é menina menino, mas como eu disse pro P.: "pelo menos a cueca combina com a camiseta!" ahuahauhauha Ah, se a pessoa pode vestir o que quiser, eu posso falar o que quiser. A liberdade de escolha dela vai até onde vai o meu olhar, se sou obrigada a ver essas bizarrices, posso, pelo menos, ter o direito de falar o que tiver a fim! Então, se ela cometesse atentados visuais apenas, mas nããããõ, tem de assassinar também meu intelecto e pior: minha paciência. A professora 'estrelinha' (ela usou esse exemplo trocentas vezes: "podia ser estrelinha") não sabia do que falava, se de níveis de análise lingüística, fonética, fonologia... e o pior que em cada um desses campos ela vinha com mais trocentas idéias diferentes, conceitos estranhos, sem qualquer precisão, sem falar que foi capaz de fazer uma transcrição fonética completamente errada (olha que não sou muito boa nisso): spike ['spik], era pra ser: ['spaik], e não creio que os nativos digam que seja [bik] (o que seria [baik], na verdade) por terem o ouvido treinado. Também não creio que casa e mar sejam produzidos no mesmo 'lugar'. Eu achei que P., R. e eu eram os únicos que estavam pas-sa-dos com a desenvoltura e domínio do assunto que a tia(o) estrelinha transmitia, pois estávamos comentando ao trocar 'bilhetes' (prática comum entre nós), mas eis que a senhorinha distinta ao lado passa-nos um recado: "meninos, estamos fudidos com essa professora, ela atira para todos os lados e não chega a lugar algum" eu preciso contar o quanto fiquei supresa?! E o quanto eu ri (tentei ser discreta , juro!). Pois prosseguimos com nossas caras de paisagem, a tia estrelinha ainda manda: " como é em português: pertenicente?" Ela queria dizer que um campo estava dentro do outro, sabe aquele esquema: 'o conjuto está contido', então bastava ela dizer petencente. Ok, eu achei ruim, mas tuuuuuuuuuudo bem, até o fim do meu saquinho (não tenho, nem quero ter, ao contrário dela) quando eu só ouvi ela perguntando: 'é aquele que só tem um' alguém salvado: 'apóstrofo' . Pára tudo, Bial, como ela não sabe o nome do sinal que marca a sílaba tônica na transcrição fonética? E como alguém em são consciência dá de exemplo: [tramps]?!?! Eu já tava tendo urticárias, daí a senhorinhaa volta a fazer contato: "o coitado do senhor policial do outro lado está quase sacando a arma e atirando no aparelho fonador da professora" (é, tinha um aluno pm) não preciso dizer que rir foi pouco, né? O problema é que eu rio muuuuuuito alto, então tive de me esforçar tremendamente para não dar vexame, se bem quem tava dando vexame era a estrelinha! Sabe qual o melhor? A senhorinha ficava com a expressão im-pas-sí-vel! Depois dessa não aguentei e saí da sala, será se perdi muito mais? Poxa, custa estudar pra dar a aula?

p.s.: sabe o que me chocou? Os meus coleguinhas prestando a maior atenção naquilo que não era nem aula de Introdução à Lingüítisca.

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